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O Significado da Missa

Muitos jovens não entendem o porquê de ir a Missa, ou acreditam que não ganham nada com ela, essa percepção é resultado da ausência de sacrifício ou esforço para bem entendê-la. De forma simples: a Missa significa você alcançar o Calvário, segurando firme, com as suas mãos, a Cruz de Cristo, com Ele pregado nela, e fincá-la aqui, hoje!

Toda vez que a missa é celebrada, nós tomamos a cruz e a fincamos em Nairóbi, ou em Tóquio. Nós a fincamos em Nova Iorque, ou nesta cidade. A Missa é isto: a continuação do Calvário. E para tomar parte nela, vocês devem trazer pequenas cruzes. Nosso Senhor diz: ‘Todos os dias, tome a sua cruz e siga-me.’ Todos nós temos uma cruz! Vocês estudantes, por exemplo, têm a cruz da disciplina com os estudos, os mais velhos têm diferentes tipos cruzes. E nós todos trazemos essas cruzes aqui para a Missa, e a fincamos ao lado da grande Cruz de Cristo. Nós as reunimos todas, diante d´Ele. Este é o sentido da Missa.

A Missa tem três atos principais. No primeiro ato, você se oferece a Cristo, no momento do Ofertório. Segundo ato: você morre com Ele, o que deve ocorrer na Consagração. Terceiro ato: porque morreu com Cristo, você agora tem uma vida nova, o que ocorre na Santa Comunhão, pois é o momento em que você se abre para essa nova vida.

Então, no primeiro momento você se aproxima de Cristo e diz: ‘Eu quero ser um só contigo na tua grande obra de Redenção’, e essa oferta não ocorre apenas estando presente na Missa, mas através dos símbolos do pão e vinho quando são levados ao altar, pois somos nós que também estamos sendo levados, símbolos que representam da melhor forma a unidade e que servem para alimentar a própria humanidade. Assim, no Ofertório, vocês se fazem presente no altar, sob a forma do pão e do vinho.

No segundo ato, vocês morrem, são crucificados, pois não podemos viver para Cristo senão morrendo para nossa natureza inferior. Como isso é possível? Como nós representamos a morte de Cristo na Consagração? Como foi a morte de Nosso Senhor na cruz? Com a separação violenta do sangue do seu corpo, o sangue corria abundantemente, escorrendo pelos seus membros, restando um corpo quase sem sangue. É por isso que a consagração ocorre de forma separada. Primeiro a consagração do pão, o qual é o Corpo, depois o vinho, o Sangue. Assim, a Consagração é a reencenação ritual da morte de Cristo. Mas, estamos com Ele, e por isso devemos morrer com Ele. Morrer para o que há de mal, morrer para o orgulho, a luxúria, a inveja, a gula, a preguiça, a avareza. Por isso, nós temos que dizer as palavras da Consagração em seu sentido figurado, qual seja, ‘este é o meu corpo, este é o meu sangue’.

Porém, ocorre que ninguém jamais morre por Cristo sem que receba uma nova vida. Chegamos ao terceiro ato: a Comunhão. Agora, portanto, Cristo vive em nós. É um momento de puro amor, quando morremos para uma natureza inferior, para vivermos a vida do espírito. E esta nova vida, como o casamento, baseia-se em três coisas: Aquele que ama, o amado e amor. O que a união dos esposos é para o casamento, assim a Comunhão é para o espírito. A união da nossa alma em Cristo – Aquele que ama e o amado – produz o êxtase do amor. Quando recebemos a comunhão, temos de assumir a morte de Cristo em nossas vidas. Temos de negar a nós mesmos, para que a vida de Cristo possa florescer.

Texto adaptado da homilia do Bispo norte-americano Fulton Sheen, cuja visualização é extremamente importante para melhor entender a mensagem magistral passada por ele, podendo ser encontrada no seguinte endereço eletrônico: https://www.youtube.com/watch?v=rXuBEMHvyok