Em que está baseada a nossa fé? Veja o…

“Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16, 15s). Eis aí a missão dada por Nosso Senhor Jesus Cristo a todo católico, e tão bem desempenhada pelos apóstolos, cujo exemplo deve ser um farol a nos guiar.

O significado da palavra apóstolo, de origem grega, já nos auxilia a compreendê-lo: aquele que é enviado, mensageiro ou embaixador.

No início da vida pública de Jesus, após o período quaresmal no deserto, Ele se dirige a Galileia, e ao longo do caminho, vai chamando os primeiros discípulos (Mc 1, 16-20), o que já demonstra o sentido comunitário de sua missão, pois sem comunidade, não existe reino.

Após uma longa noite de oração, Nosso Senhor elege doze dentre esses discípulos, os quais ficaram conhecidos como apóstolos, liderados por São Pedro (Lc 6, 12s e Mt 10, 1-15). O número 12 possui um valor bastante simbólico, pois representa a totalidade das tribos de Israel, corroborando a universalidade da Igreja de Cristo, mãe de todos os povos.

A universalidade do Evangelho, da Boa-Nova, da mensagem salvífica de Jesus é confirmada no enredo do livro dos Atos dos Apóstolos ao mostrar que tal mensagem também visava aos gentios (os não judeus), isto é, na expansão da mensagem cristã.

A missão de Atos está declarada no mandato que Cristo deu aos seus discípulos: “Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judeia e Samaria, e até os confins do mundo” (At 1, 8).

No entanto, a fim de bem cumprir essa missão, precisamos saber o que devemos testemunhar. Conforme o livro bíblico, “nossa fé se baseia na ressureição de Jesus e não diretamente em suas palavras, em seus milagres, nem sequer em sua morte na Cruz. Os judeus ouviram todas as suas pregações, parábolas e milagres e não se converteram. Viram o milagre espantoso da ressureição de Lázaro. Converteram-se? Não! Ao contrário, decidiram matá-lo. ‘Esse homem multiplica os milagres’ (Jo 11,47). Vamos matá-lo! ‘Se deixarmos viver, todos acabarão acreditando nele’. A fé também não se baseia na cruz de Jesus. Quem foi que assistiu à sua crucificação? Os soldados e os judeus. Pediram: ‘caia sobre nós o seu sangue’ (Mt 27,25). Caiu. Converteram-se? Nossa fé baseia-se sobre a ressureição de Jesus. Foi só na ressureição que os apóstolos perceberam a divindade de Jesus (Jo 20,9). Os apóstolos são testemunhas da ressureição” (Bíblia Sagrada – Edição de Estudos. Editora Ave-Maria: 7ª Ed. Introdução aos Atos dos Apóstolos. pág. 1.740).

Ser apóstolo é ser testemunha da ressureição! Tal testemunho “tem de ser consciente, tem de brotar de um coração livre e feito dócil às mãos divinas. Chamados à nova vida no Espírito, os discípulos de Jesus devem professá-lo como o Santo de Deus porque, a Ele orando e se entregando, d´Ele se tornam verdadeiros amigos. Devem confessar Cristo, porque vivem com Cristo; devem pregar as palavras de Cristo, porque as guardam e põem em prática antes de tudo. É isto que Jesus começa a proporcionar ao incipiente colégio apostólico: aqueles poucos homens vão-se tornando seus Apóstolos à medida em que se vão tornando também seus amigos. Seja assim o nosso apostolado: viver com Cristo pela oração, fazê-lo parte concreta de nossas vidas pela frequência aos sacramentos, levá-lo a todos os que Ele mesmo nos confiou: ‘Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens’ (Mc 1, 17).” (Trecho extraído do sítio eletrônico: https://padrepauloricardo.org/episodios/alma-de-apostolo)

Tomemos, portanto, o exemplo de São Paulo que reconhece o enorme sofrimento em ser testemunha: “É necessário entrarmos no Reino de Deus por meio de muitas tribulações” (At 14,22). No entanto, vivificado pelo Espírito Santo, mostra que o preço pelas tribulações vale a pena: “Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!” (1 Cor 9, 16)

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